Por Thays Voluz

“Pois nada lhes escrevemos que vocês não sejam capazes de ler ou entender.”  II Coríntios 1:13

Atualmente, um dos grandes desafios do corpo docente tem sido despertar nas crianças o interesse pela leitura. Neste ano, os alunos da turma do 2º ano B da Escola Batista Shalon foram convidados pela professora Suéllen Carnelossi a participar de uma viagem literária.

No primeiro bimestre, o livro escolhido pela professora foi a envolvente história de Mary Jones e sua Bíblia – revisado e reescrito por Mary Carter, 2012. Eles puderam acompanhar a trajetória da pequena Mary e seu propósito: um dia ter uma bíblia. A garotinha, que viveu no País de Gales (Grã-Bretanha), durante o século XVIII e aprendeu a ler após os 10 anos de idade, não desistiu enquanto não teve em suas mãos um exemplar das Sagradas Escrituras. A história de perseverança da menina inspirou a fundação da primeira Sociedade Bíblica.

O lema das Sociedades Bíblicas – levar a bíblia a todos os povos, em uma língua que possam entender e a um preço que possam pagar – teria sido inspirado na humildade, determinação e coragem de Mary Jones.

Os alunos foram incentivados a saber o que aconteceria em cada página do livro, que foi contado pela professora dia após dia, sempre depois do momento de devocional.

Cada aluno teve a oportunidade de produzir um texto apresentando o clássico de forma resumida, exercitando, com isso, a prática da escrita. Além disso, para incentivar a prática da leitura em casa, os alunos ganharam a Paulina, uma tartaruga de pelúcia que se tornou a mascote da turma. Todas as semanas, ela foi sorteada para passar alguns dias nas casas dos alunos e dividir com eles e suas famílias as novas experiências literárias.

E a viagem não parou por aí! As crianças puderam confeccionar uma linha do tempo da providência da Bíblia em português, realizar um passeio cultural, participar de teatro e ainda fazer parte de uma oportunidade de serviço, promovendo uma campanha solidária para arrecadação e distribuição de bíblias e leite com bolachas para crianças carentes.

Em entrevista, os pequenos leitores demonstraram entusiasmo ao contar como se sentiram. O aluno Estevão Fachetti Souza Cruz, sorridente e empolgado, comentou: “Eu gosto de ler porque a gente aprende coisas novas”, enquanto a aluna Rafaelle Ferreira Milczewski completou: “Eu gosto de ler porque aí eu consigo escrever as palavras”.

O término da aventura foi celebrado na escola, com apresentação teatral e exposição dos trabalhos realizados.

A pequena semente de leitura plantada já começa a dar frutos, e nossos pequenos hoje procuram livros novos, histórias interessantes e bilhetes para novas viagens literárias.

E aí, que tal ler com uma criança hoje? Que tal dividir com os pequenos a leitura da Bíblia, nosso livro central? Embarque nessa você também!